quinta-feira, 10 de maio de 2018

ALFArte


ALFARTE

A alegria não chega apenas no encontro do achado,
Mas faz parte do processo da busca.
E ensinar e aprender não pode dar-se fora da procura,
Fora da boniteza e da alegria.


            ALFARTE nasceu de uma necessidade de transformação. Diante de um quadro estabelecido...
Pesquisação ...
Método ...
Citações de artistas e educadores...
Waldorf  EDUCAÇÃO PARA A LIBERDADE
E o que, de fato, essa pedagogia pode trazer de benefícios à formação da criança que chama tanto atenção assim?
“Ela é educada de forma a observar seu desenvolvimento em três âmbitos: corporal, anímico e espiritual”, explica a professora Marina Negrão, da escola Jardim das Borboletas, localizada na zona sul de São Paulo. “O currículo todo é desenvolvido nesse sentido. Respeita-se aquilo que cada criança tem como potencial, tudo flui de forma harmônica e orgânica”, pontua. O aprendizado acontece de forma a respeitar o que a criança vivencia dentro dela e no mundo. “Ela não é privada de nada, mas tudo é apresentado no momento certo, quando a maturidade corporal, anímica e espiritual existe”. Isso quer dizer no pensar, sentir e querer. Quer um exemplo? A criança não vai aprender computação quando nem sequer aprendeu a pular corda e ter o domínio do próprio corpo. Quando a criança, organicamente, começa a se questionar sobre sua origem,  ela tem no currículo “"a criação do mundo”. No quarto ano, as crianças têm mitologia nórdica para poder alimentar os questionamentos para a passagem pelo Rubicão – ou, como chamamos, a pré-adolescência.



Sem muito perceber, a criança vai preenchendo sua alma de autoconhecimento. O aprendizado do conteúdo é quase que uma consequência. E, no futuro, pode-se esperar um ser humano mais harmônico, mais equilibrado em suas emoções. Porque aprendeu, desde pequeno, como lidar com suas vontades e limites. O simples brincar de subir em árvore exige que a criança faça escolhas, como o galho em que vai pisar. E todas as escolhas têm consequência. Assim é na infância, assim é na vida. Conhecer o peso do seu corpo, saber o quanto sua perna estica e se seu braço terá força pra pendurar naquele galho, parecem coisas bobas. Mas olha quanto quanta consciência tem aí. Isso é o educar para a liberdade. Liberdade de escolhas e vontades. Liberdade em saber onde começa seu espaço e onde é o do amigo. Em ser companheiro, em ser participativo, colaborativo. “No pensar lúcido, o sentir equilibrado, o querer ativo, a vontade forte e o entusiasmo sempre presente”, finaliza Marina.


Suspeito que nossas escolas ensinem com muita precisão a ciência de comprar as passagens e arrumar as malas. Mas tenho sérias dúvidas de que elas ensinem os alunos a arte de ver enquanto viajam.













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