ALFARTE
A alegria não chega apenas no encontro do achado,
Mas faz parte do processo da busca.
E ensinar e aprender não pode dar-se fora da procura,
Fora da boniteza e da alegria.
ALFARTE
nasceu de uma necessidade de transformação. Diante de um quadro estabelecido...
Pesquisação ...
Método ...
Citações de artistas e educadores...
Waldorf EDUCAÇÃO PARA A LIBERDADE
E o que, de fato, essa
pedagogia pode trazer de benefícios à formação da criança que chama tanto
atenção assim?
“Ela é educada de forma a observar seu desenvolvimento em três
âmbitos: corporal, anímico e espiritual”, explica a professora Marina Negrão,
da escola Jardim das Borboletas, localizada na zona sul de São
Paulo. “O currículo todo é desenvolvido nesse sentido. Respeita-se aquilo que
cada criança tem como potencial, tudo flui de forma harmônica e orgânica”,
pontua. O aprendizado acontece de forma a respeitar o que a criança vivencia
dentro dela e no mundo. “Ela não é privada de nada, mas tudo é apresentado no
momento certo, quando a maturidade corporal, anímica e espiritual existe”. Isso
quer dizer no pensar, sentir e querer. Quer um exemplo? A criança não vai
aprender computação quando nem sequer aprendeu a pular corda e ter o domínio do
próprio corpo. Quando a criança, organicamente, começa a se questionar sobre
sua origem, ela tem no currículo “"a criação do mundo”. No quarto
ano, as crianças têm mitologia nórdica para poder alimentar os questionamentos
para a passagem pelo Rubicão – ou, como chamamos, a pré-adolescência.
Sem muito perceber, a criança vai preenchendo sua alma de
autoconhecimento. O aprendizado do conteúdo é quase que uma consequência. E, no
futuro, pode-se esperar um ser humano mais harmônico, mais equilibrado em suas
emoções. Porque aprendeu, desde pequeno, como lidar com suas vontades e
limites. O simples brincar de subir em árvore exige que a criança faça
escolhas, como o galho em que vai pisar. E todas as escolhas têm consequência.
Assim é na infância, assim é na vida. Conhecer o peso do seu corpo, saber o
quanto sua perna estica e se seu braço terá força pra pendurar naquele galho,
parecem coisas bobas. Mas olha quanto quanta consciência tem aí. Isso é o
educar para a liberdade. Liberdade de escolhas e vontades. Liberdade em saber
onde começa seu espaço e onde é o do amigo. Em ser companheiro, em ser
participativo, colaborativo. “No pensar lúcido, o sentir equilibrado, o querer
ativo, a vontade forte e o entusiasmo sempre presente”, finaliza Marina.
Suspeito que nossas escolas ensinem com muita precisão a ciência de
comprar as passagens e arrumar as malas. Mas tenho sérias dúvidas de que elas
ensinem os alunos a arte de ver enquanto viajam.
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