Proposta inovadora e sustentável baseada no planejamento colaborativo entre alfabetizadores e professores de artes incentivando a criatividade e a sensibilização através de novas linguagens. Os conhecimentos prévios dos alunos e suas visões de mundo são valorizados e usados a favor do planejamento dando maior significado a aprendizagem. Através da autoavaliação consciente valoriza o desenvolvimento de habilidades socioemocionais.
Material de apresentação do Projeto e de algumas escolas Piloto que já começaram a experimentar o processo de articulação da arte na alfabetização.
Jogo para montagem da mandala, onde plantamos e colhemos da árvore para encaixar na mandala todo o contexto do aluno, as linguagens, as etapas do processo e apresentações e as habilidades socioemocionais que podem se desenvolver.
Apresentação do projeto no mês de junho ORQUESTRA de SUCATA em forma de "Mandala Clave de Sol" mostrando o lindo trabalho de musicalização, articulado com Artes Plásticas, Gamificação, Habilidades Socioemocionais e Leitura Escrita e Interpretação através dos portifólios construídos.
A ESCOLA EM FORMATO DE MANDALA e o Cursinho de Alfabetização.
No mês de abril visitamos a escola Floriano Peixoto , em formato de Mandala e onde existe um cursinho de alfabetização de muito sucesso, organizado e desenvolvido pela professora e coordenadora da escola, Solange Comerlato. Solange participa também da escrita do Projeto pesquisa-ação ALFArte na 1a. CRE.
Iniciamos em abril uma proposta de trabalhar com a arte através da Mandala ALFArte nessas classes de Alfabetização em parceria com Lucas o professor de música da escola.
Será muito inspirador para a escola, porque já desenvolvem um projeto integrador de arte e literatura sobre histórias de muitos lugares do mundo, aproveitando a arquitetura em forma de mandala da construção .
A partir da nossa primeira visita a coordenadora Solange já preparou o planejamento do CE com arte entre os professores e também o presente de dia das mães que os alunos fizeram foi uma mandala.
Estruturas narrativas e dinâmicas interacionais na EDUCAÇÃO
O professor e papa da gamificação no Brasil, Luciano Meira, fala como esse conceito de gamificação pode deixar a educação mais atrativa e eficiente para o processo de ensino-aprendizagem. Meira também desmistifica alguns aspectos sobre gamificação na educação. e enfatiza as estruturas narrativas e dinâmicas interacionais.
Gamificação do ensino tenta engajar estudantes- Revista eletronica Inovação abril de 2015
"A busca por diferentes estratégias de ensino pode ter encontrado um aliado com a ascensão do conceito de gamificação, a aplicação de elementos de jogos nas atividades cotidianas, com o objetivo de alcançar novas formas de engajamento e motivação. A proposta de utilizar elementos de jogos no ensino conquista cada vez mais defensores por causa da crise no modelo escolar tradicional. Algumas concepções inovadoras, lançadas já há algum tempo, têm mostrado a eficácia do método, como a pioneira Quest to Learn (Q2L), escola pública experimental nos Estados Unidos, que desde 2009 busca um caminho diferente para conciliar currículo e tecnologia. Elaborada por uma equipe de professores e game designers, lá os alunos não aprendem disciplinas separadas, mas se colocam desafios elaborados em forma de games – com direito até a enfrentar o “chefão” na fase final, como são chamadas as avaliações semestrais. “Recentemente, a Finlândia também divulgou que vai testar um novo modelo de ensino onde os alunos serão apresentados a um assunto por vez, e assim aprender as disciplinas tradicionais (economia, história, geografia etc.) relacionadas a ele."
Pesquisamos alguns projetos de escolas inovadoras pelo mundo que utilizam a arte como eixo norteador e sensibilizante, por exemplo a pedagogia Waldorf que foi desenvolvida pelo filósofo austríaco Rudolf Steiner a partir de 1919 e o papel da arte ocupa um grande espaço no desenvolvimento cognitivo dos alunos . " O processo de aprendizagem é interdisciplinar, integrando elementos práticos, artísticos e conceituais. no currículo Waldorf e a arte é considerada como aula principal, assim como matemática, português etc. Isso se explica por dois pressupostos teóricos tomados por Rudolf Steiner como fundamentação da Pedagogia Waldorf: a cosmovisão Goethiana, que propõe que se utilize a arte como metodologia para a aquisição de conhecimento; e a visão de Schiller sobre a necessidade de uma educação estética do homem. uma metodologia de ensino através da qual a arte refaz seu vínculo com o conhecimento, reatando, no interior da alma humana, o que se rompe pelo desenvolvimento unilateral do intelecto. Steiner (1928) afirma que se aproximar da visão de homem através das leis da natureza é entrar no terreno da arte. Ele considera o homem como a criação artística da natureza. A Pedagogia Waldorf, com seu enfoque artístico, foi criada por ele como caminho para desenvolver o uso da imaginação e a estimulação da fantasia, pelas quais a criança desenvolve seu potencial criativo e as faculdades anímicas que lhe possibilitam enxergar o mundo de maneira artística. Mas o que é enxergar o mundo de maneira artística? Na cosmovisão steineriana, isso significa enxergar a essência, através de uma observação profunda que conduz à cognição do essencial e ao abandono do acessório ou a separação dos fatos e dos fenômenos que o envolvem. , texto retirado de trabalho de pesquisa a arte como procedimento na Waldorf, de Rosely Aparecida Romanelli – UNEMAT "http://33reuniao.anped.org.br/33encontro/app/webroot/files/file/Trabalhos%20em%20PDF/GT24-6061--Int.pdf “
Vídeo produzido pela Escola Waldorf Marin da Califórnia - EUA
Pedagogia Waldorf - abordagem é sempre artística. "É difícil esquecer a informação quando você pode fazer por conta própria."
A criação de livros pessoais ou em grupos onde existe um prazer e cuidado com a estética, são valorizados e aumentam a autoestima dos alunos.
Depoimento de um engenheiro que estudou lá ,Jordan Meyer:"Por eu ter sido exposto a arte,em tão tenra idade, e poder trazer isso para o campo técnico, como a engenharia, me deixou numa posição previlegiada, pra poder criar novas idéias e comunicar essas idéias." E é nesse nível intelectual que podemos atuar com o Alfarte, na CRIATIVIDADE e inovação, buscando conexão entre todas as matérias. "O movimento integra todas as coisas, nós não aprendemos só com os olhos, ouvidos e cabeça. Aprendemos com o corpo todo."
ESCOLA que trabalha com a pedagogia Waldorf no Brasil
Diário Oficial 4/05 Lingua portuguesa é ensinada com arte!
"Para cada interpretação, a professora usa uma caracterização diferente, que vai de vestuário próprio, maquiagem e até penteado. A sala de aula também é preparada. Os alunos sentam em roda e Verônica usa e abusa de efeitos como papel picado e objetos como espadas, máscaras, coroas e brinquedos para enriquecer ainda mais a história que será contada. Durante toda a narrativa, a professora convoca a participação dos estudantes. "No final da aula apagamos o quadro com o conteúdo explicado. Quando fechamos um livro não é o fim. Continuamos através do conhecimento que adquirimos", explica."
Dos quinze anos na Rede Municipal, os últimos cinco foram dedicados ao trabalho de contação de histórias. Lotada na Escola Municipal Jornalista Sandro Moreyra, em Bangu, as apresentações de Verônica fazem sucesso com os pequenos alunos.
ALFARTE
nasceu de uma necessidade de transformação. Diante de um quadro estabelecido...
Pesquisação ...
Método ...
Citações de artistas e educadores...
Waldorf EDUCAÇÃO PARA A LIBERDADE
E o que, de fato, essa
pedagogia pode trazer de benefícios à formação da criança que chama tanto
atenção assim?
“Ela é educada de forma a observar seu desenvolvimento em três
âmbitos: corporal, anímico e espiritual”, explica a professora Marina Negrão,
da escola Jardim das Borboletas, localizada na zona sul de São
Paulo. “O currículo todo é desenvolvido nesse sentido. Respeita-se aquilo que
cada criança tem como potencial, tudo flui de forma harmônica e orgânica”,
pontua. O aprendizado acontece de forma a respeitar o que a criança vivencia
dentro dela e no mundo. “Ela não é privada de nada, mas tudo é apresentado no
momento certo, quando a maturidade corporal, anímica e espiritual existe”. Isso
quer dizer no pensar, sentir e querer. Quer um exemplo? A criança não vai
aprender computação quando nem sequer aprendeu a pular corda e ter o domínio do
próprio corpo. Quando a criança, organicamente, começa a se questionar sobre
sua origem, ela tem no currículo “"a criação do mundo”. No quarto
ano, as crianças têm mitologia nórdica para poder alimentar os questionamentos
para a passagem pelo Rubicão – ou, como chamamos, a pré-adolescência.
Sem muito perceber, a criança vai preenchendo sua alma de
autoconhecimento. O aprendizado do conteúdo é quase que uma consequência. E, no
futuro, pode-se esperar um ser humano mais harmônico, mais equilibrado em suas
emoções. Porque aprendeu, desde pequeno, como lidar com suas vontades e
limites. O simples brincar de subir em árvore exige que a criança faça
escolhas, como o galho em que vai pisar. E todas as escolhas têm consequência.
Assim é na infância, assim é na vida. Conhecer o peso do seu corpo, saber o
quanto sua perna estica e se seu braço terá força pra pendurar naquele galho,
parecem coisas bobas. Mas olha quanto quanta consciência tem aí. Isso é o
educar para a liberdade. Liberdade de escolhas e vontades. Liberdade em saber
onde começa seu espaço e onde é o do amigo. Em ser companheiro, em ser
participativo, colaborativo. “No pensar lúcido, o sentir equilibrado, o querer
ativo, a vontade forte e o entusiasmo sempre presente”, finaliza Marina.
Suspeito que nossas escolas ensinem com muita precisão a ciência de
comprar as passagens e arrumar as malas. Mas tenho sérias dúvidas de que elas
ensinem os alunos a arte de ver enquanto viajam.