Proposta inovadora e sustentável baseada no planejamento colaborativo entre alfabetizadores e professores de artes incentivando a criatividade e a sensibilização através de novas linguagens. Os conhecimentos prévios dos alunos e suas visões de mundo são valorizados e usados a favor do planejamento dando maior significado a aprendizagem. Através da autoavaliação consciente valoriza o desenvolvimento de habilidades socioemocionais.
A SME tem se preocupado bastante com a questão da Educação Positiva nas salas de aula, que desenvolve as habilidades e competências socioemocionais para a melhora do desempenho acadêmico, evitando situações de violência. Tem apresentado palestrantes importantes nessa área, tanto no ano de 2018 como no início de 2019. Uma nova Sesem(Semana de Educação socioemocional ) já foi anunciada e também a culminância com apresentação dos trabalhos desenvolvidos nas escolas nessa área. Isso nos traz um sentimento de felicidade, porque vem somar com nossa proposta do ALFArtE de alfabetização pela Arte e Emoção. Apresentamos 5 projetos em 2018 na culminância da SESEM, desenvolvidos em parceria de escolas da 1a. CRE e Ged/ALFArtE.
" As emoções não podem continuar a ser separadas das cognições nas escolas e nas salas de aula do século XXI, como o foram no passado. A aprendizagem significativa e motivadora é o resultado da interação entre a emoção e a cognição, ambas estão tão conectadas a um nível neurofuncional tão básico, que se uma não funcionar a outra é afetada consideravelmente." Revista Psicopedagogia
versão impressa ISSN 0103-8486
Rev. psicopedag. vol.33 no.102 São Paulo 2016
Vitor da Fonseca
Professor Catedrático e Agregado da Universidade de Lisboa, Consultor Psicopedagógico, Oeiras, Portugal
Durante a semana de planejamento do professor em 2019, novamente tivemos a palestrante Beth P. Rodrigues que muito acrescentou no lidar de maneira mais harmônica com situações desafiadoras que nos deparamos em sala de aula com a apresentação novamente da Disciplina Positiva. Disciplina Positiva
Bete Rodrigues é graduada em Letras (Língua Portuguesa e Inglesa) pela PUC-SP e mestre em Linguística Aplicada. Trabalha com educação há 36 anos e se deparou com a Disciplina Positiva quando lecionava para uma turma com 47 alunos na Escola Municipal Miguel Arraes, em Paraisópolis, um bairro paulistano com muitas pessoas vivendo em situação de vulnerabilidade. A teoria da psicóloga americana Jane Nelsen, baseada na obra de Alfred Adler, psicólogo austríaco, e Rudolf Dreikurs, psiquiatra também austríaco, mudou o modo como a professora lidava com as atitudes desafiadoras dos estudantes da antiga 3ª série do Ensino Fundamental, atualmente, 4º ano. Desde 2008, ela segue encantada por essa mudança de paradigma, que oferece orientações de como lidar com o comportamento humano de forma mais harmônica e saudável, e é uma das duas treinadoras brasileiras formadas pela própria Jane Nelsen.
No ano de 2018 também tivemos palestrantes que muito contribuiram na SESEM
As mandalas são janelas para alma, uma porta de acesso ao conhecimento interior.
O que te faz feliz? Entrevistas construtivas da felicidade, nas aulas de artes e "projeto de vida" na escola Rivadávia Corrêa com a professora Janete Bloise
Pensando na valorização do profissional de educação, a 1a. CRE promoveu uma exposição no mês do professor e do funcionário público, em outubro de 2018, nos corredores da CRE situada na Pça Mauá, que mostrou a criatividade e talento da sua equipe. Essa é uma CRE produtora de Cultura.
O Alfarte movimentando a CRE e criando uma mandala coletiva, em que cada pedacinho foi pintado por uma seção da 1a. CRE
quarta-feira, 19 de setembro de 2018
Projeto ALFArte sendo apresentado no CTURP aos diretores das escolas da 1a. CRE e à subsecretária de Educação Maria Nazareth e sua equipe.
Vídeo filmado e editado pelo Professor Lindomar diretor do Nucleo de Artes Av. dos Desfiles
A
apresentação dos Parâmetros Curriculares Nacionais – Arte (1997, p. 11) deixa
clara a importância da arte para a formação do ser humano: A educação em arte
propicia o desenvolvimento do pensamento artístico, que caracteriza um modo
particular de dar sentido às experiências das pessoas: por meio dele, o aluno
amplia a sensibilidade, a percepção, a reflexão e a imaginação. Aprender arte
envolve, basicamente, fazer trabalhos artísticos, apreciar e refletir sobre
eles. Envolve, também, conhecer, apreciar e refletir sobre as formas da
natureza e sobre as produções artísticas individuais e coletivas de distintas culturas
e épocas.
Sendo
assim, como ensinar sem sensibilidade? Como atingir ao outro sem aflorar as
emoções? Como desenvolver a capacidade criativa do sujeito humano?
Segundo
Barbosa (2005, p. 27-28), "não se alfabetiza fazendo apenas as crianças
juntarem as letras. Há uma alfabetização cultural sem a qual a letra pouco
significa. A leitura social, cultural e estética do meio ambiente vai dar
sentido ao mundo da leitura verbal". É nesse contexto, que considero
imprescindível um trabalho coletivo entre o(a) professor(a) regente e o(a)
professor(a) de Artes, a fim de contribuir nos processos do ensino e da
aprendizagem. Nosso filho então nasce: AlfArte!Nasceu vigoroso, cheio de sensibilidade, desejoso de articulações,
objetivando as concretizações dos saberes, que iluminam e propiciam a formação
humana.
A arte consiste em fazer os outros sentir
o que nós sentimos, em os libertar deles mesmos, propondo-lhes a nossa
personalidade para especial libertação.
Visita ao Ciep José Pedro Varela, escola Piloto do Projeto ALFArte no final de JUNHO, para o acompanhamento do PROJETO Menino Poti de Gamificação nas aulas de alfabetização. O Resultado foi surpreendente. Assistam ao vídeo:
Crianças precisam aprender habilidades socioemocionais na escola
A especialista norte-americana Pamela Bruening defende que esse aprendizado cria seres humanos completos
Ilustração: Getty Images
“Se as crianças aprendem habilidades socioemocionais, elas vão ter consciência de quem são, quais são seus pontos fortes, como se desenvolver e trabalhar essas áreas. Se queremos alunos mais engajados, é o que temos de fazer”, afirma a especialista norte-americana Pamela Bruening, diretora de aprendizado profissional na Cloud9World. Em sua apresentação durante a Bett Educar, ela defendeu que as habilidades socioemocionais podem ajudar a construir seres humanos mais completos. E que a escola deve ter esse papel no aprendizado e na prática, estendidos também à família e comunidade.
Das dez habilidades identificadas pelo Forum Econômico Mundial, seis envolvem competências sociais e emocionais - gerenciamento de pessoas, coordenação com outros, inteligência emocional, processo de julgamento e tomada de decisão, orientação para servir e negociação.
Pamela afirma que as principais competências que permeiam o aprendizado socioemocional são autoconsciência, autogerenciamento, consciência social, habilidades de relacionamento e tomada de decisão responsável. É em torno desses pontos que se constrói um aprendizado para o aluno que possa guiá-lo por toda a vida.
Reprodução do gráfico da Casel elenca a importância das habilidades socioemocionais Arte: Lucas Magalhães
O que envolve cada uma delas:
Autoconsciência Identificar emoções, ter percepção afiada, reconhecer pontos fortes, desenvolver autoconfiança e autoeficácia
Consciência social Saber olhar as coisas em perspectiva, desenvolver empatia, apreciar diversidade e respeitar os outros
Autogerenciamento Aprender a controlar impulsos, saber lidar com estresse, ter disciplina, automotivação, buscar objetivos, construir habilidades organizacionais
Habilidades de relacionamento Comunicação, engajamento social, construir relações e saber trabalhar em grupo
Tomada de decisão responsável Identificar problemas, analisar e avaliar situações, solucionar problemas, refletir, ter responsabilidade ética
Se as escolas estruturarem uma linha de trabalho que contemple essas cinco competências, então as chances de sucesso tornam-se muito maiores. “Se uma escola inteira adotar essa linha de trabalho, os resultados vão aparecer em pouco tempo. Se for uma classe só, ainda assim fará diferença”, afirma.
Escolas que estão implementando o aprendizado de habilidades socioemocionais de maneira sistêmca registraram um aumento no nível acadêmico de seus alunos. Uma pesquisa com diretores mostrou que no desenvolvimento da habilidade dos alunos de aplicar seu conhecimento em situações do mundo, 30% reportaram sucesso. Em relação ao desenvolvimento do conhecimento do aluno em áreas importantes, as escolas que fizeram essa opção tiveram 46%.
Nos Estados Unidos, a discussão sobre a implementação de habilidades socioemocionais no currículo vem desde os anos 1990. Dependendo da cidade e do estado, havia interesse na adoção dessas capacidades. Algumas escolas testaram programas como Service Learning, Community Care, entre outros, mas sempre com resultados mistos, pois não havia uma estruturação. Apenas na última década, porém, alguns estados adotaram em seu currículo o aprendizado socioemocional (social and emotional learning, na sigla em inglês).
Para uma implementação adequada, Pamela aponta que é preciso uma estrutura sistêmica para dar apoio a educadores que investem na educação integral, que as cinco competências sejam ensinadas em diversos cenários, estratégias coordenadas em toda escola e que cheguem à comunidade.
De acordo com a especialista, os resultados mais diretos têm se mostrado no desenvolvimento dos alunos para uma carreira. Para esse desenvolvimento, a participação da família é fundamental – “e não apenas no jogo de futebol”. “Se o aluno tem um aprendizado em habilidades socioemocionais na escola, ele é capaz de compreender melhor algumas questões que podem surgir em sua casa”, diz Pamela. “Ele aprende a ter boas relações com os colegas, professores, mentores”.
A implementação, porém, depende muito da mudança de atitude dos professores e formadores, segundo ela. Pamela enfatiza que não adianta ensinar aos alunos valores e crenças que falam diretamente a seu coração, se o próprio profissional não as exercita em seu dia a dia. “Você será acusado de hipocrisia”, avisa.
Repensar o agir em sala de aula suscitando a realização de
novas descobertas a cerca de um planejamento que tenha a metacognição, a arte, o diálogo entre os componentes curriculares, a pesquisa ação e o desenvolvimento das competências socioemocionais como princípios norteadores de novas práticas na escola.
Proporcionar uma constante dinâmica de Projetos Coletivos, desenvolvendo uma Aprendizagem Cooperativa entre diversas disciplinas, visando a Educação Integral do aluno. [1]
Objetivos Específicos:
-Sensibilizar e afetar através da arte
motivando o corpo docente e discente.
-Ampliar o
conhecimento sobre os aspectos da metacognição, onde o professor pensa sobre o
seu fazer.
-Articular
atividades envolvendo diferentes áreas de modo que o aluno tenha participação
ativa na construção de seu conhecimento.
-Planejar
coletivamente para que o avanço na aprendizagem seja de todos.
-Contemplar as
demandas e interesses dos alunos com necessidades especiais:
talentos, habilidades físicas, sensoriais, intelectuais
e sociais.
-Proporcionar momentos de fala espontânea dos
alunos que favoreçam o desenvolvimentos de suas habilidades
socioemocionais.
P
A prática de alfabetizaçãoprecisade qualidadeformal epolítica.
A linguagem não é algo que possa
ser aprisionado e controlado. Ela está em constante transformação. Neste
sentido é necessário repensar a linguagem escrita na educação infantil, onde se
deve assegurar a prática de atividades, contemporizadas no planejamento diário
do fazer na sala de aula. A criança precisa estar familiarizada com as
diferentes estruturas do texto escrito e dessa forma ser inserida no fantástico
mundo do letramento.
Não devemos jamais esquecer o
significado que as palavras devem ter para as crianças. Isso facilitará sua
inserção no mundo da escrita, pois a palavra fará parte do contexto vivido por
cada criança e também do coletivo daquele espaço de desenvolvimento,
possibilitando assim o desafio a voos mais altos.
É importante que a criança passe
a ser vista como sujeito do ato educativo. Deve-se, portanto valorizar o
sucesso de cada nova descoberta realizada por elas. Devemos estar sempre atentos às novas
descobertas e trazê-las para o coletivo, como forma de socializarmos o saber
que deve ser de todos. Isto, com certeza, estará colaborando para o prazer de
descobrir o mundo.
Quando o educador possibilita que
seus alunos “filosofem” a respeitos de questões surgidas na roda de conversa,
viabiliza-se assim a interação do professor com o aluno, onde os dois constroem
conhecimento. O professor desafia o aluno, respeitando seu desenvolvimento
(estrutura), levando em conta seus interesses, experiências, meio em que vive
etc.
Por outro lado, o aluno age sobre
o objeto de conhecimento. “É a ação que dá significado, é na interação do
sujeito com o meio que este se desenvolve e aprende. A filosofia surge a partir
de vivências e do diálogo filosófico” (Piaget).
Devemos estar abertos e atentos
às indagações das próprias crianças e não àquelas que nós, adultos, supomos que
seriam suas indagações. Devemos privilegiar o processo das crianças em suas questões
e não uma resposta final a uma determinada pergunta. O professor deverá então,
se apropriar desta discussão e iniciar um processo coletivo, de produção
textual, onde ele passará a ser o escriba da fala dos alunos. Isto sim é dar
significado importante ao ato de escrever, mostrando a função social da escrita
e leitura.
Se quisermos ensinar uma pessoa a
ler, temos que colocá-la para ler; se quisermos ensinar uma pessoa a escrever,
temos de colocá-la para escrever.
O professor Jean Bodin do Ginásio Carioca Rivadávia Corrêa apresenta uma aula espetáculo, numa formação de professores na Escola Paulo Freire e mostra como uma aula de artes cênicas dialoga com as competências socioemocionais, e desenvolve o discurso visual, articulando imagens num contexto de narrativas.
Jean escreve coletivamente o PROJETO pesquisa-ação ALFArte da 1a.CRE e a escola em que trabalha é uma das escolas piloto desse projeto.
"Reggio Emilia, no norte da Itália, não faz sucesso por seus prédios históricos, o suntuoso teatro municipal, ou pelos inúmeros festivais de música. Por ali, o maior interesse está nos inúmeros desenhos coloridos que decoram lojas, restaurantes, bares e ruas da cidade. A vasta coleção não é assinada por nenhum artista renomado, mas pelos alunos da rede de ensino infantil Reggio Children, criada há mais de 50 anos pelo professor Loris Malaguzzi e pela própria comunidade para oferecer um ensino focado no desenvolvimento intelectual, moral, social e emocional das crianças por meio da representação simbólica.
A abordagem reggiana, considerada um dos melhores modelos pedagógicos do mundo, nasceu de uma mistura de várias teorias educacionais, como Piaget, Montessori, Dewey e Vigotsky com a visão bem peculiar de Malaguzzi de que a criança possui múltiplas linguagens e deve usar todas no processo de aprendizagem. Conhecido como “As Cem Linguagens da Criança”, o modelo utiliza a arte como principal veículo de formação do conhecimento. “Em Reggio Emilia não se aprende da forma tradicional: eu digo isso e você faz aquilo. Aqui a aprendizagem é a construção de significados feita em conjunto”, conta a educadora italiana Paola Struzzi, pedagogista das creches e escolas de educação infantil de Reggio Emilia, que esteve no Brasil em agosto para uma formação de professores.
Nas 21 escolas e 13 creches que integram a rede Reggio Emilia, crianças de zero a 6 anos são constantemente estimuladas a tomarem decisões com o claro objetivo de desenvolver todas as suas potencialidades. Para isso, as salas de aulas foram transformadas em amplos ateliês, com a oferta de vasta gama de materiais de trabalho. Uma professora e uma atelierista trabalham em conjunto, incentivando a reflexão e a experimentação. “Gostamos de fugir da folha branca para instigar as crianças à pesquisa, oferecendo diferentes suportes como papel ondulado, uma folha transparente ou preta, o plástico, a parede”, explica Paola. As atividades são sempre complementadas por narrativas das próprias crianças, que vão criando em conjunto e construindo linhas de raciocínio, relações com o trabalho do colega, novos olhares. “O aprendizado é uma nutrição recíproca, por isso é importante utilizar a transversalidade da linguagem. A narração é uma espécie de imagem mental e não está isolada do desenho no papel ou da palavra escrita. Tudo tem uma relação”, esclarece a educadora."
”Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção.” Paulo Freire
Este projeto que envolve a Arte e criatividade na Alfabetização, foi criado pela 1a. Coordenadoria da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, a partir da preocupação com os altos índices de analfabetismo que encontramos no Brasil, assumindo assim a responsabilidade e o compromisso de melhorar esse quadro, conforme indica a diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova “A educação é uma responsabilidade compartilhada entre todos nós – governos, escolas, professores, pais e atores privados”. Pensamos então em criar estrategias para avançarmos nesse sentido e nasce um projeto escrito por professores de Artes, Núcleos de Artes e professores de Alfabetização, focado na educação integral dos nossos alunos, articulando as linguagens artísticas que humanizam, sensibilizam, despertam a criatividade e propiciam maior prazer no aprendizado. A proposta da 1a. CRE é inovadora e sustentável, porque mantem a estrutura que existe nas nossas escolas e sensibiliza na hora de planejar , buscando o desenvolvimento da dinâmica de Projetos Coletivos e Criativos entre todas as disciplinas, proporcionando a aprendizagem cooperativa e a educação integral do aluno. Criamos uma mandala com a proposta pedagógica de articular as disciplinas, onde os professores podem planejar juntos e com foco total na alfabetização. As mandalas originalmente são de origem sagrada, tem um ponto central e ao seu redor apresentam um desenvolvimento simétrico. São utilizadas desde tempos remotos em todos os países do mundo. O psicólogo Carl Jung as utilizou em terapias com o objetivo de alcançar a busca de individualidade nos seres humanos.
Buscamos inspiração na Mandala dos Saberes do MEC{ Pressupostos para Projetos
Pedagógicos de Educação Integral
REDE DE
SABERES
MAIS EDUCAÇÃO} que busca a efetivação da Educação Integral. "Cada um dos anéis da mandala – em constante diálogo – representa um aspecto a
ser considerado nesse processo de ensino-aprendizagem, que deve ser fomentado a
partir das múltiplas possibilidades de trocas e mediações entre escola e comunidade,
visando a formação do estudante na sua multidimensionalidade.
A intenção é que ela seja um instrumento e ferramenta de auxílio e de orientação à
construção de estratégias pedagógicas para a Educação Integral, permitindo que o
educador possa lançar mão de diferentes conexões entre os vários anéis para
desenvolver uma educação significativa para seus alunos ."
A nossa Mandala Alfarte trabalha articulando 4 aros em forma de rede e sensibiliza os professores do 1º.Segmento para um planejamento conjunto com professores de Artes, Sala de Leitura, Educação Física e línguas estrangeiras. O desenvolvimento do processo interdisciplinar ,traz mais significado, estímulos, motivação, envolvimento e pretende proporcionar um aprendizado mais efetivo onde o despertar da motivação e prazer de aprender será o objetivo principal. As propostas de atividades de ensino dos professores regentes não serão voltadas à reprodução e memorização e sim para a expressividade e os processos criadores.O ALFArte visa ampliar o conceito de ler e escrever para a “alfabetização do olhar”,resignificando o aprendizado com experimentações e produções artísticas, que envolvam múltiplas habilidades. Nosso foco é a Ler, Escrever e Interpretar e os círculos concêntricos de desenvolvem dessa maneira:
1- Usando à favor do planejamento, os conhecimentos prévios dos alunos, dando maior significado à aprendizagem. "Jamais aceitei que a prática educativa devesse ater-se apenas à "Leitura da Palavra", à "leitura do texto" mas também à "leitura do contexto", à leitura do mundo".(Freire,2001-p.30) 2- Permeando o planejamento do professor alfabetizador com a Arte e diversas linguagens, para tornar a aula mais criativa e motivadora, sensibilizando e abrindo portas que facilitam o aprendizado. ”Muitas vezes quando a gente só lê, isso não fica, mas quando diversificamos e usamos o corpo e a expressão por algum canal, isso cria memórias.”Interação pedagógicas 2018, time de alfabetizadores. 3- Criando maneiras de apresentar as produções desenvolvidas na interdisciplinaridade e descrevendo o processo percorrido, considerando que esse tem bastante significado na construção do conhecimento. 4-Trabalhando as habilidades socioemocionais dos estudantes, através da autoavaliação consciente, proporcionando um aprendizado integral. “Assim como no aspecto cognitivo, a avaliação de competências socioemocionais é uma etapa essencial do processo educativo para identificar obstáculos, priorizar objetivos e replanejar ações ao longo da trajetória escolar sem cair no achismo” Tatiana Filgueiras, Coordenadora de Avaliação e Desenvolvimento do Instituto Ayrton Senna. Piaget e Vigotsky relacionam a cognição com criatividade e afetividade e esse ambiente de uma sala onde o aluno que pretendemos proporcionar no nosso Projeto, "A afetividade, a cognição e a criatividade podem ser vivenciadas a partir da
interação, recurso fundamental para estabelecer outros laços sociais e também para
poder encontrar significado e atribuir sentido às experiências. Esse é um dos princípios
encontrados nos pressupostos teóricos da epistemologia genética, segundo Jean Piaget
(1978), como no sociointeracionismo, segundo Vigotsky (2007). As experiências criativas das
crianças reeditam na elaboração de materiais, na palavra escrita e falada a dimensão
cognitiva e afetiva de suas trajetórias de vida. A forma como a criança percebe e interpreta a sua realidade depende
em grande parte pelo que lhe é oportunizado nos momentos de interação, especialmente
pelo que medeia a relação entre adulto, criança e objeto de conhecimento.
Vigotsky (2007) introduz o princípio da mediação, conceito que agrega a
possibilidade de o professor utilizar instrumentos e recursos próprios da cultura da
criança para fazer avançar a aprendizagem com criatividade.A apropriação cultural do professor realizada através de visitas a museus,
exposições de artes, cinema, concertos e teatro, influencia nos processos criativos e de
mediação. Na medida em que traços associados à criatividade, como espontaneidade,
curiosidade, independência, iniciativa, forem cultivados e reforçados no meio social
onde o individuo se encontra inserido, produções criativas terão mais chances de
ocorrer." REVISTA PRIMUS VITAM Nº 9 – 1 semestre de 2017 – ANAIS –
II Congresso Internacional e VII Congresso Nacional de Dificuldades de Ensino e Aprendizagem, Cognição, afetividade e criatividade nos processos de aprendizagem
Noeli Reck Maggi1
Através da criação de mecanismos de planejamento conjunto, que partam dos conhecimentos prévios que os alunos trazem de casa, do mundo e da vida pessoal e chegam carregados de significado para eles , o aprendizado fará sentido, sendo mais assimilado.Temos como proposta o planejamento colaborativo das aulas de Artes(plásticas, cênicas, musical) da literatura, da Educação Física entrosando diferentes linguagens e áreas do conhecimento, interdisciplinarizando e promovendo o desenvolvimento de habilidades socioemocionais. É a arte ampliando seus limites. "Ao ultrapassar o conceito da “arte pela arte”, ela cresce e passa a exercer uma grande função social. Tanto sobre seus praticantes, como também sobre todos aqueles que têm a oportunidade de, simplesmente, apreciá-la. Segundo especialistas, esta abordagem valoriza o papel da imaginação, desenvolvendo o pensamento criativo e analítico.” ( http://www.sab.org.br/portal/artes/146-arte-um-caminho-para-a-transformacao) O Projeto tem como meta através desses recursos, facilitar a aquisição da leitura, escrita, interpretação e proporcionar uma efetiva educação integral e inclusiva aos alunos de nossas escolas . Pensando em trabalhar a articulação com outras linguagens artísticas, que despertem interesse e integrem o processo de aquisição da leitura, escrita e interpretação, vemos a possibilidadede melhorar o desempenho dos alunos, pois ampliamos atingindo diversas inteligências e maneiras de entender o processo de cognição podem ser acionadas. " O aprendizado não pode ser um mundo paralelo, precisa, sim, despertar na criança o prazer de aprender a ler e a escrever de forma significativa na interface da arte e alfabetização. "Segundo Vygotsky (1991, p. 17). “ Aprender é diferente de compreender e provoca mudanças de comportamento quando se faz do aprender ,um prazer. Sem compromisso os alunos não são mais do que observadores e uma vez envolvidos acontecea evolução para a informação ativa. “ Artigo de Revisão - Ano 2014 - Volume 31 - Edição 95 -METACOGNIÇÃO COMO PROCESSO DA APRENDIZAGEM escrito por Bernadétte Beber; Eduardo da Silva; Simoni Urnau Bonfiglio Paulo Freire também fala da motivação e prazer na carta aos professores- Ensinar, aprender: leitura do mundo, leitura da palavra ;“Se estudar, para nós, não fosse quase sempre um fardo, se ler não fosse uma obrigação amarga a cumprir, se, pelo contrário, estudar e ler fossem fontes de alegria e de prazer, de que resulta também o indispensável conhecimento com que nos movemos melhor no mundo, teríamos índices melhor reveladores da qualidade de nossa educação.” Acreditamos pois , que se trabalharmos colaborativamente, todas as linguagens da grade escolar dando suporte e caminhos para a alfabetização, tornando-a motivo de interesse transformaremos a dificuldade que possa surgir em novas descobertas, alegria e consequentemente em qualidade de educação. Vemos o trabalho interdisciplinar com as linguagens artísticas , como portas e janelas que se abrem e acessam o conhecimento de uma maneira lúdica e criativa em nosso aluno. As situações de aprendizagem demandam diversas estratégias ,mobilizam sistemas cognitivos que implicam em mudanças de comportamento. A aprendizagem se torna duradoura quando existe uma alta dose de motivação, isto é, para aprender precisa-se de um motivo. O aprendiz não é um simples receptor de informação, mas agente vivo no processo de construção do conhecimento e o mediador o facilitador do processo. Através da inclusão de outros professores de diversas linguagens artísticas como; plástica, cênica, música,corporeidade, literatura e jogos, no planejamento das situações de aprendizagem, estamos possibilitando o desenvolvimento das potencialidades e reconhecimento das dificuldades do aprendiz, ultrapassando limites e obstáculos. (Texto inspirado no artigo -Metacognição como processo de alfabetização, Beber, Bonfiglio) No projeto ALFArte, estamos pensando na alfabetização como a leitura e escrita de um mundo de sentidos, possibilitando a construção real do conhecimento com significado. Planejar a partir do currículo oculto do aluno, dá compreensão e o envolvimento das situações de aprendizagem em diversas linguagens como artes plásticas, arte musical, artes cênicas, literatura, gamificação e corporeidade abre portas para que o conhecimento seja conquistado por diversas inteligência que temos e não sabemos Paulo Freire dizia “Não basta saber ler que Eva viu a uva. É preciso compreender qual a posição que Eva ocupa no seu contexto social, quem trabalha para produzir a uva e quem lucra com esse trabalho.” Janete Martins Bloise - artista plástica-professora de Artes Visuais e arteterapeuta. Coordenadora do projeto ALFArte na 1a. CRE.